Covid mata mais em Paraíso do que média nacional

São Sebastião do Paraíso, com 221 mortos – dados do dia 26de junho – é um dos municípios que mais registram mortes por Covid por 100 mil habitantes. A doença em Paraiso, também mata mais do que a média nacional. Ou seja, de acordo com o número de mortes em relação ao total de infectados, em Paraiso, o percentual e de 3,92 enquanto que a média nacional e de 2,40%. Dentre os 5.570 municípios brasileiros Paraiso é o 365 e entre as 853 cidades mineiras é a 36, perdendo apenas para municípios maiores como Belo Horizonte, Uberaba, Governador Valadares entre outros.

Os dados são do pesquisador Wesley Cota da Universidade Federal de Viçosa, MG, com base nos dados das Secretarias estaduais de saúde coletados pelo Brasil dentro do projeto “Modelagem matemática da disseminação geográfica da Covid-19”. A base da pesquisa também é usada pela universidade Johns Hopkins, referência mundial no acompanhamento dos dados da pandemia.

Falta coragem e coordenação

Apesar dos altos números da pandemia em Paraiso, com UTI quase sempre com 100% de ocupação, com pacientes morrendo na Central Covid da UPA à espera de leitos na Santa Casa, pouco se vê em relação a medidas eficazes de contenção à doença.

As medidas até agora foram apenas o fechamento do comercio noturno em momentos que o pico da doença acontece com maior intensidade e a proibição de aglomeração com multas mais pesadas apenas na última semana.

Sem coragem de decretar e negando a necessidade de um fechamento total por 20 dias, com barreiras sanitárias nas entradas da cidade, o prefeito Marcelo Morais não acatou o lockdown imposto pelo governador Romeu Zema. Obrigado pelo Ministério Público a cumprir a determinação do governo mineiro, Marcelo Morais se preocupou apenas em fiscalizar as aglomerações em chácaras, bares e, até mesmo, festa de casamento. O prefeito, inclusive, fazia questão de acompanhar as blitzens policiais. Acreditando que fiscalizando festas e bares a pandemia seria contida, Morais até comprou uma moto, circulando pela cidade o dia todo e parte da noite. O problema é que o índice de contaminação e o número de mortos continuaram a crescer.

Se existe um plano concreto de combate à doença ninguém sabe. A vacinação segue em ritmo lento e não dá para sabe a realidade da pandemia no município. Na prefeitura a informação é para falar na Secretaria Municipal da Saúde, na Secretaria dizem que os dados estão na Vigilância Sanitária que, por sua vez, manda ligar, de novo, na Secretária. Na Santa Casa também e impossível obter qualquer dado sobre a covid. As únicas informações vêm através de lives do prefeito que culpa a população pelo número de contaminados e de mortos

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *