Em meio a avisos de golpe, onde está Wally? Num clube de tiro, mirando cabecinhas

por Hugo Souza28 de agosto de 2021

Em outubro de 2019, o presidente Jair Bolsonaro desistiu de nomear seu filho do meio, Eduardo, para chefiar a Embaixada do Brasil nos EUA, após perceber que o nome, ou melhor, o número do 03 não seria aprovado no Senado.

Porém, hoje – e não é só de hoje – o deputado federal Eduardo Bolsonaro encabeça um serviço consular não registrado no Itamaraty: o de emissário do pai nos clubes de tiro e caça que se espalham pelo Brasil como um rastilho de pólvora entre os paióis da “polarização”, cordas esticadas, ultimatos do presidente ao Legislativo e ao Judiciário e avisos de golpe – em meio, afinal, ao tumulto e ao caos deliberadamente provocados por Jair Bolsonaro.

Há exatamente um ano, durante uma visita a um clube de tiro de Uberlândia, em Minas Gerais, Eduardo Bolsonaro chegou mesmo a dizer que seu périplo, de tão agradável, “nem soa como compromisso”.

Quando cumpre “compromissos” em clubes de tiro, Eduardo Bolsonaro costuma se fazer acompanhar por políticos locais ligados ao armamentismo e, claro, ao bolsonarismo. Um deles é um ex-assessor de Eduardo, Paulo Chuchu.

Só nas últimas semanas, Eduardo Bolsonaro visitou, por exemplo, o Clube de Tiro Boatto, em Birigui, São Paulo, que oferece “day use” de armas de fogo; o Clube de Tiro Assault, em São Bernardo do Campo, São Paulo também; e o Clube de Tiro Javali, da cidade de Luis Eduardo Magalhães, Bahia. Há uma semana, o Clube de Tiro Javali fez uma associação entre o PT e o Talibã:

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